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Com o objetivo de traçar um perfil da governança corporativa
no Brasil, a Spencer Stuart realizou o primeiro estudo sobre a composição
dos conselhos de administração das companhias de capital
aberto com ações negociadas na Bolsa de Valores de São
Paulo. De acordo com a pesquisa, os conselhos das empresas brasileiras
possuem, em média, 7,5 conselheiros, contra 13 na França
e 14 nos Estados Unidos. No Brasil, os membros internos ainda predominam:
15,4% dos conselhos são compostos apenas por membros internos, enquanto
6,4% têm apenas membros externos.
A maioria dos mandatos (50,6%) têm duração de três
anos. Ainda de acordo com o levantamento, a idade média dos conselheiros
é de 54,6 anos - o mais jovem tem 28 e mais velho, 84. Apenas 5,13%
dos conselhos apresentam idade limite (70 anos) para os seus membros. Segundo
a pesquisa, os conselhos de administração se reúnem
de 9 a 12 vezes por ano. Mais de 70% dessas reuniões tem duração
média de quatro horas. "0 ideal seria, no mínimo, duas reuniões
por mês", afirma o presidente do Instituto Brasileiro de Conselheiros
de Administração, Bengt Hallqvist.
Nos Estados Unidos, a média paga aos conselheiros das mil principais
organizações é de US$ 55 mil por ano, variando entre
US$ 18 mil e US$ 125 mil. A remuneração média dos
conselhos de administração brasileiros é de US$ 35
mil anuais, em média, sendo que a mais elevada atinge US$ 185 mil
ao ano. A pesquisa também indica que 5,3% das empresas não
concedem qualquer tipo de remuneração aos conselheiros. Já
82,7% das empresas concedem remuneração fixa e 12%, variável.
O percentual recebido pelos membros dos conselhos de administração,
quando a remuneração é variável, está
relacionado ao número de reuniões, oscilando entre US$ 423
e US$ 680 por reunião ou ainda o rateio de uma verba fixa pelo número
de presentes no encontro.
O hábito de formar comitês voltados para a análise
de assuntos específicos dentro dos conselhos ainda não é
uma prática comum no Brasil. Apenas 18,7% das empresas pesquisadas
elaboram comitês. Os mais comuns, segundo a pesquisa, são
auditoria, finanças, recursos humanos e marketing.
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