Inteligência Competitiva: A Gestão do
Conhecimento
Ao longo das últimas décadas, uma série de
transformações sociais, econômicas, políticas e
culturais indicaram que os modelos conceituais que sustentaram a era industrial
não estão mais respondendo às demandas de um mundo complexo
onde as mudanças se processam a cada dia com maior velocidade.
Petróleo e derivados - associados aos fatores chaves de
desenvolvimento dos países mais desenvolvidos - abrem espaço para
a microeletrônica e tecnologia digital, características de um novo
período no qual a infra-estrutura das auto-estradas e aeroportos passa a
conviver com a infra-estrutura das infovias, redes e sistemas.
A formação de grandes blocos econômicos e a
integração de diferentes mercados financeiros são apenas a
face econômica dessa sociedade pós-industrial, que tem como pano de
fundo o crescimento acelerado dos setores mais intensivos em
informação. Nesse contexto, desenvolve-se o conceito de sociedade
do conhecimento.
Se na sociedade industrial a riqueza estava associada a um modelo de
produção que privilegiava a padronização e a
segmentação, na sociedade do conhecimento o novo modelo de
produção pressupõe a conectividade e a
integração, com os processos sendo vistos em sua totalidade e o
conhecimento se constituindo no mais importante recurso de
agregação de valor aos produtos. Nessa nova sociedade, a riqueza
concentra-se na capacidade e na velocidade com que informações
são transformadas em ações.
É nesse ambiente, caracterizado até então pela
ideologia da produção em massa e divisão do trabalho
(modelo fordista-taylorista), que surgem os novos modelos organizacionais para
oferecer respostas às novas dinâmicas
sócio-político-econômicas.